quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Agora
falo porque penso
ouço meu silêncio e canto
meu amor imenso
acenando o lenço no porto
sente dor mas não chora
sabe que o amor tem hora
pra chegar e pra partir
ouço meu silêncio e canto
meu amor imenso
acenando o lenço no porto
sente dor mas não chora
sabe que o amor tem hora
pra chegar e pra partir
(Trecho de "Agora", Zeca Baleiro/1995)
sábado, 11 de dezembro de 2010
Caprichos e Relaxos
enxuga aí
vê se enxerga
essa lágrima
eu deixei cair
examina
examina bem
vê se não é
água da pedra
ouro da mina
essa gotadágua
minha
obra-prima
(Paulo Leminski)
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Remorso

Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
(Olavo Bilac)
sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Himalaia, himeneu,
esse homem nu sou eu.
Olhos de contemplação.
Inca, maia, pigmeu,
minha tribo me perdeu
quando entrei no templo da paixão.
http://br.olhares.com/paraiso_foto3930852.html
esse homem nu sou eu.
Olhos de contemplação.
Inca, maia, pigmeu,
minha tribo me perdeu
quando entrei no templo da paixão.
http://br.olhares.com/paraiso_foto3930852.html
sábado, 14 de agosto de 2010
Serenata
Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
(Cecília Meireles)
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
(Cecília Meireles)
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